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O sono e a Obesidade Estudos recentes tem demonstrando que a insônia pode levar a obesidade devido a vários fatores hormonais. Uma noite mal dormida pode aumentar um hormônio no trato digestivo chamado grelina, capaz de aumentar o apetite. Além disso, colabora por dificultar ainda mais a ação de um outro hormônio, a leptina, que produzida no tecido gorduroso seria a responsável por induzir à saciedade (sensação de satisfação alimentar). O estresse crônico repetitivo da insônia pode elevar também um outro hormônio, o cortisol, responsável pela formação e perpetuação da obesidade abdominal, aquela que induz a um maior risco para hipertensão arterial, diabetes, colesterol e triglicérides elevados, podendo fazer culminar com infartos e derrames. Quando acordamos cansados, o dia também pode render menos, o estado de humor alterar e sermos induzidos a comportamentos compensatórios com agitação psíquica, como comer além da medida. A insônia ainda pode piorar distúrbios do comer compulsivo, es...
Desejo de açúcar O desejo de comer doces, ou beber café ou suco com açúcar e refrigerantes, pode estar relacionado a um aprendizado desde o útero materno, no contato do feto com a placenta (sangue da mãe). As mamães, especialmente as mais antigas e acima do peso normal, aprendiam desde cedo na gestação a ingerir açúcar quando sentissem tremedeiras, tonturas, suor frio ou uma sensação de desmaio, associado ou não a uma fome excessiva – hoje se sabe estes sintomas serem os da crise de hipoglicemia, ou do “açúcar baixo no sangue”. Existia uma recomendação médica inadequada para aquela época para se ingerir açúcar diante de tais crises, era o que se sabia. É que quanto mais açúcar se comia, mais açúcar se queria devido à alta produção de insulina necessária para abaixar no sangue a grande quantidade de açúcar ingerido. A insulina em excesso fazia então, abaixar novamente e demasiadamente a taxa de açúcar, causando ainda maior voracidade para os doces. Uma orientação adequad...
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O emocional e a Síndrome Metabólica (SM) A síndrome metabólica caracteriza-se por “barriga saliente” (ou gordura abdominal, com ou sem a infiltração de gordura no fígado), triglicérides e/ou colesterol elevados, tendência a diabetes e a hipertensão arterial. Hoje esta síndrome é a maior causa de mortalidade pelos infartos do coração e do cérebro (“derrames cerebrais”). Estudos recentes demonstraram que o fator emocional pode aumentar ainda mais a taxa de mortalidade na SM, podendo dobrar o risco de morte. O infarto e as arritmias, com ou sem paradas cardíacas podem aparecer seis vezes mais nesses indivíduos com comprometimento emocional! Entre as doenças psíquicas que estão associadas à SM, 10% das vezes estão a bipolaridade e a depressão maior; a esquizofrenia está em apenas 1%. A obesidade e o tabagismo também vêm normalmente associados, acentuando-se todos os riscos! Existe ainda um maior número de mortes através do suicídio, do alcoolismo e dos acidentes automobilísticos nesses cas...
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Transtorno do Comer Compulsivo O termo “Transtorno do Comer Compulsivo” vem de uma definição em inglês para os transtornos alimentares chamada "binge eating" que em sua traduçao significa, farra ou orgia alimentar, seguida de uma intensa culpa moral. Estes episódios compulsivos, ou repetitivos, onde não existe o controle da quantidade do alimento ingerido têm a função de aliviar uma intensa ansiedade. O diagnóstico deste transtorno vem transformar o individuo obeso num novo desafio para a ciência, rompendo tradicionais paradigmas sobre a origem da obesidade. Este "novo obeso" parece ser aquele que expressa suas angústias na comida, como também parecem fazer aqueles que estão doentes pelo álcool, tabaco, ou pelas drogas. Este conhecimento atual vem denunciar os tratamentos convencionais de obesidade realizados até então! Os ditos tratamentos “estéticos” ou de "livre comércio" visam muitas vezes uma perda de peso repentina, não criteriosa em relação às quest...
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Cirurgia da Obesidade Na clinica de Endocrinologia a obesidade é uma das doenças mais freqüentes e que remete os pacientes ao maior número de complicações clinicas, inclusive emocionais. A maior parte dos casos de obesidade se caracteriza pelos graus I e II, ou seja, obesidade de leve a moderada. A obesidade grau III, ou obesidade mórbida, vem crescendo internacionalmente e em grau bastante alarmante. No Brasil, a quantidade de obesos mórbidos passa a assustar a população médica, pois só perde para os Estados Unidos na sua prevalência. O tratamento mais procurado e talvez o mais indicado para a obesidade mórbida hoje é o cirúrgico. A cirurgia para estes pacientes consiste em reduzir drasticamente o volume estomacal e fazer-se “derivações digestivas” capazes de causar redução na absorção de alimentos a nível intestinal, ou seja, uma “desnutrição crônica” capaz de proporcionar um emagrecimento acentuado. Por tal motivo o obeso mórbido após a cirurgia, passa a ser um “novo paciente” até e...
“O não se permitir” É comum no consultório, especialmente com pacientes com problema de obesidade, o não se permitir alguns hábitos saudáveis de vida. Uma vez uma paciente me disse: “Dr, já não suporto mais esse vai e vem do meu peso. Eu começo tudo direitinho, depois paro e já vai tudo por água abaixo”. São pessoas que não se permitem uma regularidade na alimentação saudável. Outros hábitos adequados à saúde, como uma atividade física que lhes seja prazerosa, ou passear com o cachorro em parques ouvindo passarinhos cantar, também tornam-se bastantes difíceis para esses pacientes. Apesar de perceberem o bem estar que estas atividades lhes trariam, para a maioria deles, “desejar” fazer isto de rotina, é quase impossível. Para se ter uma regularidade adequada nesses hábitos saudáveis, parece ter a ver com um aprendizado lá na infância, onde os pais já se permitiam algo assim. Como acontece com os filhos dos atletas de olimpíadas que copiam o modelo/comportamento d...
Regredir para crescer Num artigo anterior falamos sobre um primeiro adoecimento, uma cura, e depois um retorno a um segundo tipo de adoecimento, sucessivo, também passível de cura quando procuramos entender as causas e os sintomas em questão. É preciso tentar relacionar os sintomas do momento aos do passado. Progride-se, regredindo aos sintomas mais antigos, realmente os conhecendo, pois estes muitas vezes vêm mascarados ou travestidos pelos sintomas atuais. Podemos então pensar num momento em que estamos mais saudáveis, com menos dor, sobre o porquê de estarmos adoecendo tanto... “O que tentamos comunicar através do nosso sofrimento?”. Por exemplo, numa síndrome intestinal denominada de Síndrome do cólon irritável onde tentamos ora reter, ora expulsar sofredoramente as nossas fezes, podemos “dizer” alguma outra coisa que nos aflige sem explicitá-las verbalmente a alguém, a não ser com os sintomas de um quadro intestinal. Coisas para se descobrir e pensar num tempo em que o médico já ...