Postagens

Imagem
Mulher de tempos hormonais Quando nasce, pérola pequena, uma pequena mulher com óvulos quiescentes, prontos, mas para germinarem um dia, lindos frutos, lindas flores. O tempo passa, a primeira infância acontece, a primeira escola, a fase de latência, onde ainda a sexualidade adormece, abriga a futura púbere. E na puberdade, a dor das mamas, os pelos emergentes em locais proibidos, escondidos. A primeira menstruação vem sem aviso, o primeiro óvulo a eclodir e já pronto para fecundar, porém, quem dera, e sempre, num momento oportuno! As transformações do corpo e as mudanças hormonais da gestação, do pós-parto... alterações que vão pra lá do mal humor, da baixa libido, da TPM! Quantas histórias! E depois, a menopausa, calorões, fogachos... outra depressão? Como se já não fora suficiente a depressão pós-parto? E na terceira idade, os hormônios se esvaecem, todos os órgãos sentem, a osteoporose aparece, a curvatura dos ossos a arqueia. Mas ela continua ávida, lânguida, per...
Imagem
Mulher “Nas duas faces de Eva, a bela e a fera...”. Essas são as palavras de uma mulher polêmica, diferente, como são todas as outras, cada uma com as suas essências e peculiaridades. Percebemos uma enormidade de situações e problemas aos quais as mulheres enfrentam ou se submetem no dia a dia. Assumem diversas faces. Polêmicas surgem ainda sobre o que não pode ser mostrado, a face, no oriente, frente ao corpo, muitas vezes explícito, no ocidente. Partes femininas são ditadas, como se devessem ser fragmentadas em diferentes partes do mundo. Difícil coalizão. “Mulher é bicho esquisito... todo mês sangra...”, tem TPM! Mas na dor da fibromialgia, ou na depressão, na volúpia de políticas ou de grandes empresárias, mostra que, “...nem só de cama vive a mulher...”. Muitas vezes esconde aquele ser frágil, fragilizado, apesar de toda a sua independência, prestígio ou “catiguria”. A mulher carece sim de muita compreensão e amor. Na queima dos soutiens em praças públi...
Imagem
“Barbierização da Humanidade" No mundo de hoje, culotes, coxas grossas, sensação de barriguinha, peitos pequenos...viraram sinais de melancolia, desconforto, decepção. Parecem problemas eternos para uma vida que só existe enquanto este corpo durar. Por isso, essa busca incessante em atenuar a dor, normalmente psíquica, através de cirurgias plásticas, endermologia, mesoterapias, “fornos” para bronzeamento, artifícios para o cabelo e “cremes mil” para retardar o envelhecimento! A Barbie seria uma boneca mimada, fora da realidade, que voa como a bailarina, leve como a pluma, beirando a estratosfera, no céu. Embora, do céu, volte para a terra ainda leve como a pluma, ela tem que tomar cuidado com a fragilidade do seu corpo, para não fraturar seus ossos, pois estes se tornaram osteoporóticos e sua musculatura esvaecida com a sua anorexia. Tomara que ela “caia por terra” sim, mas “caindo na real”, que ela se programe para evitar danos maiores para si mesma, evitando assim, a chegada ao ...
Imagem
O sono e a Obesidade Estudos recentes tem demonstrando que a insônia pode levar a obesidade devido a vários fatores hormonais. Uma noite mal dormida pode aumentar um hormônio no trato digestivo chamado grelina, capaz de aumentar o apetite. Além disso, colabora por dificultar ainda mais a ação de um outro hormônio, a leptina, que produzida no tecido gorduroso seria a responsável por induzir à saciedade (sensação de satisfação alimentar). O estresse crônico repetitivo da insônia pode elevar também um outro hormônio, o cortisol, responsável pela formação e perpetuação da obesidade abdominal, aquela que induz a um maior risco para hipertensão arterial, diabetes, colesterol e triglicérides elevados, podendo fazer culminar com infartos e derrames. Quando acordamos cansados, o dia também pode render menos, o estado de humor alterar e sermos induzidos a comportamentos compensatórios com agitação psíquica, como comer além da medida. A insônia ainda pode piorar distúrbios do comer compulsivo, es...
Desejo de açúcar O desejo de comer doces, ou beber café ou suco com açúcar e refrigerantes, pode estar relacionado a um aprendizado desde o útero materno, no contato do feto com a placenta (sangue da mãe). As mamães, especialmente as mais antigas e acima do peso normal, aprendiam desde cedo na gestação a ingerir açúcar quando sentissem tremedeiras, tonturas, suor frio ou uma sensação de desmaio, associado ou não a uma fome excessiva – hoje se sabe estes sintomas serem os da crise de hipoglicemia, ou do “açúcar baixo no sangue”. Existia uma recomendação médica inadequada para aquela época para se ingerir açúcar diante de tais crises, era o que se sabia. É que quanto mais açúcar se comia, mais açúcar se queria devido à alta produção de insulina necessária para abaixar no sangue a grande quantidade de açúcar ingerido. A insulina em excesso fazia então, abaixar novamente e demasiadamente a taxa de açúcar, causando ainda maior voracidade para os doces. Uma orientação adequad...
Imagem
O emocional e a Síndrome Metabólica (SM) A síndrome metabólica caracteriza-se por “barriga saliente” (ou gordura abdominal, com ou sem a infiltração de gordura no fígado), triglicérides e/ou colesterol elevados, tendência a diabetes e a hipertensão arterial. Hoje esta síndrome é a maior causa de mortalidade pelos infartos do coração e do cérebro (“derrames cerebrais”). Estudos recentes demonstraram que o fator emocional pode aumentar ainda mais a taxa de mortalidade na SM, podendo dobrar o risco de morte. O infarto e as arritmias, com ou sem paradas cardíacas podem aparecer seis vezes mais nesses indivíduos com comprometimento emocional! Entre as doenças psíquicas que estão associadas à SM, 10% das vezes estão a bipolaridade e a depressão maior; a esquizofrenia está em apenas 1%. A obesidade e o tabagismo também vêm normalmente associados, acentuando-se todos os riscos! Existe ainda um maior número de mortes através do suicídio, do alcoolismo e dos acidentes automobilísticos nesses cas...
Imagem
Transtorno do Comer Compulsivo O termo “Transtorno do Comer Compulsivo” vem de uma definição em inglês para os transtornos alimentares chamada "binge eating" que em sua traduçao significa, farra ou orgia alimentar, seguida de uma intensa culpa moral. Estes episódios compulsivos, ou repetitivos, onde não existe o controle da quantidade do alimento ingerido têm a função de aliviar uma intensa ansiedade. O diagnóstico deste transtorno vem transformar o individuo obeso num novo desafio para a ciência, rompendo tradicionais paradigmas sobre a origem da obesidade. Este "novo obeso" parece ser aquele que expressa suas angústias na comida, como também parecem fazer aqueles que estão doentes pelo álcool, tabaco, ou pelas drogas. Este conhecimento atual vem denunciar os tratamentos convencionais de obesidade realizados até então! Os ditos tratamentos “estéticos” ou de "livre comércio" visam muitas vezes uma perda de peso repentina, não criteriosa em relação às quest...