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"Gato escaldado tem medo de água fria!” Pessoas que já sofreram de um sério problema de saúde sempre se assustarão e ficarão à mercê de um certo desespero ao se depararem aos sintomas semelhantes que vivenciaram no passado. Como ocorre quando já se teve uma depressão ou uma síndrome do pânico, ou mesmo de uma doença física com fundo emocional, como em alguns casos de obesidade. Os novos sintomas surgidos durante o tratamento clínico podem ser muito sofridos devido à analogia que se faz aos sentimentos vividos anteriormente. Ou seja, uma pequena indisposição como uma dor de estômago ou vontade de vomitar, associado à falta ou excesso de apetite, tonturas, tremores, ou vontade de ficar só deitado adquirem a mesma conotação daquela depressão ou crise emocional do passado. Até mesmo um sintoma de hipoglicemia, como acorre no início de uma reeducação alimentar para emagrecimento pode ser confundido com os traumas de uma síndrome de pânico! Uma pequena e fugaz regressão na vo...
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“Você não tem nada!” Os protocolos para o tratamento de doenças, geralmente são baseados num quadro clínico bem definido, exato, só favorecendo tratar-se através de um diagnóstico que poderá ser tardio, deixando de se beneficiar pelos aspectos subliminares (sutis) que muitas doenças oferecem. Muitas vezes não permitem poupar indivíduos aparentemente sem doenças, mas já doentes, de seqüelas graves para o futuro. Trata-se de uma fase onde o paciente procura o médico com alguns sintomas vagos, com tonturas, mal estar, apatia, e os resultados laboratoriais veem sempre mostrando um diagnóstico “negativo”. É assim que o paciente acaba saindo do consultório com um: “Você não tem nada”! No entanto, o próprio paciente já intuiu que ele “tem alguma coisa”... É o que vemos, por exemplo, na propensão à obesidade, em perfis pessoais ansiosos, propensos a fazer dietas e com baixa auto-estima. Ou em pacientes com características de um transtorno bipolar ou do...
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A lei da psicossomática E a paciente chorou quando conversamos sobre a tal da lei da psicossomática: “Então eu não pararei de tomar remédios nunca, doutor? Nunca vou deixar de estar doente? Então eu vou morrer logo?” A lei da psicossomática, sob minha definição, quer dizer sobre a integração da psique (mente) com o soma (corpo) na manifestação das doenças que precisam constantemente serem curadas para não morrermos rapidamente. Comparo o nosso organismo a uma panela de pressão com várias válvulas de escape com resistências diferentes, ou seja, conforme aumenta a pressão (processo de doença) dentro da panela (no corpo), a erupção (o sintoma) se manifestará na válvula (no órgão) de menor pressão, (mais propenso a adoecer naquele momento). Se eu fechar esta válvula mais susceptível, de menor pressão (se eu tratar o primeiro órgão que adoeceu mais facilmente), eu mudo a oportunidade do adoecimento para uma outra válvula (um outro órgão), também susceptível. P...

A Tireóide e o Hipotireoidismo

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A Tireóide e o Hipotireoidismo É bastante comum no consultório do Endocrinologista o paciente procurar uma única causa que possa justificar vários transtornos para a sua saúde. Isto especialmente ocorre ao se tratar da glândula tireóide. Ela é a responsável pela queima dos micronutrientes provindos da alimentação. Depois os transforma em energia para um funcionamento harmonioso das nossas células, dos nossos órgãos e do nosso corpo. Quando ela produz pouco dos seus hormônios instala-se uma doença denominada de Hipotireoidismo. A partir daí acumula-se nutrientes além das nossas necessidades dentro das nossas células. A gordura começa a se localizar nas células adiposas resultando na Obesidade. O aumento do colesterol e dos triglicérides no sangue aumenta o risco para o infarto. A retenção de líquidos leva ao inchaço e também a formação de celulite. A pele passa a obter uma coloração amarelada tornando-se áspera, ressecada. O cabelo seco, e com quedas. As unhas se enfraquecem. A anemia a...

Tireoidite de Hashimoto

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A Tireoidite de Hashimoto é uma das causas mais comuns de hipotireoidismo e como já explicitado em artigo anterior, significa baixa função da tireóide. O hormônio tireoideano (T3 e T4) começa a reduzir. O organismo vai se tornando metabolicamente lentificado e queimando menos calorias. Isto resultaria em vários sintomas do Hipotireoidismo, entre eles a obesidade, o colesterol e os triglicerídeos elevados, além de inchaço, sono excessivo, cansaço, dores musculares, memória reduzida, depressão, entre outras alterações psiquiátricas. A Tireoidite de Hashimoto (nome do médico japonês que a descobriu) é uma inflamação crônica na tireóide (lenta e duradoura). Não se trata de um quadro agudo (rápido e auto-limitado) aonde existiria a dor, a febre. O tratamento não seria à base de anti-inflamatórios e antibióticos. Ela geralmente é indolor e só pode ser percebida quando se instala um bócio (aumento do volume da tireóide ou no pescoço), ou quando acontecem os sintomas do hipotireoidismo, citado...

Entrevista sobre a Tireóide

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Dr. José O. Cervantes Loli Endocrinologista & Metabologista (Titulado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia & Metabologia) Entrevista concedida à Tribuna do Norte, Apucarana. 1) O que é tireóide? A tireóide é uma glândula que tem o formato de uma borboleta e fica localizada no pescoço, logo abaixo da cartilagem conhecida por “Pomo de Adão” ( gogó). Ela é responsável pela produção hormonal de T3 e T4, cuja função é a produção de energia para o organismo. Ela preserva o peso através do metabolismo adequado e promove uma substituição celular contínua prevenindo o envelhecimento precoce e proporciona a renovação dos cabelos, pele e unhas, além do funcionamento equilibrado de todos os órgãos. 2) Como podemos visualizar a tireóide no pescoço e sabermos se ela tem algum problema ? O Endocrinologista tem habilidade prática no exame clínico da tireóide para definir se ela está ou não doente, porém um auto-exame inicial pode ser realizado em casa. O material necessário para se auto...

Hiperagitação e Hipertireoidismo

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“Navegar é preciso, viver não é preciso...” Como dizia Caetano Veloso em “Os Argonautas” o espírito aventureiro e desbravador do homem não pode morrer, ele tem que continuar descobrindo, desbravando novas áreas ou territórios,muitas vezes da sua própria vida. Quando temos uma doença, por exemplo, o hipertireoidismo, vivemos num estado hiperadrenergico, ou seja, como se estivéssemos “fervilhando” adrenalina, ou “hiperestressados”. Nosso coração palpita (estado de arritmia cardíaca), a pressão arterial se altera, tem-se vasodilatação periférica (a pele fica vermelha e umedecida, sua-se muito). Pode-se ter diarréia, emagrecimento rápido, afilamento do cabelo e este torna-se quebradiço. Pode ocorrer febre mais acentuada em qualquer situação infecciosa mais comum. Insônia, agitação psico-motora. Os olhos podem saltar-se como se estivesse permanentemente assustado. É como se estivéssemos sempre esperando “uma notícia, ou como se fosse acontecer algo muito ruim...” E perdemos então o controle...