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A polêmica da sibutramina

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A sibutramina é classificada como uma medicação serotoninérgica para o tratamento da obesidade, aumentando a saciedade, "aquela sensação de que já comi, está bom, estou satisfeito" reduzindo a compulsão alimentar especialmente em pacientes obesos depressivos ou ansiosos e ainda reduzindo um pouco a fome (devido a um componente noradrenérgico), além de aumentar a queima calórica. Seu uso iniciou-se a mais ou menos há 10 anos e ela sempre foi considerada uma medicação segura e com ótimos resultados a longo prazo reduzindo e não aumentando as doenças cardiovasculares e outras complicações da obesidade, apesar de alguns cuidados para o seu uso: Deve se escolher bem e de forma responsável o paciente que pode utilizá-la. Pacientes cardíacos e hipertensos, à priori teem contra-indicação. É obvio que o emagrecimento reduz a hipertensão arterial e risco de cardiopatia, mas esses doentes devem ser bem triados e acompanhados. O estudo atual que trouxe a proibição do uso da sibutramina n...
Se eu emagrecer, resolve! Na verdade, apesar dos estudos sugerirem que a depressão aparece após a obesidade, dúvidas são freqüentes. Há quem refira o estado emocional rebaixado estar extremamente relacionado ao ganho de peso. Mas o fato é que a maioria das pessoas ao chegarem no consultório sentem-se deprimidas, com a auto-estima lá em baixo, e na maior parte das vezes só se dão conta deste sentimento ao tentarem vestir uma roupa que já não lhes cabe mais. Ou quando vão a uma loja e nenhuma roupa lhes serve. Quando a angústia aparece desta forma, todos teem só uma única certeza: se eu emagrecer tudo melhora, minha relação com o marido, minha vontade de sair de casa, a auto-estima volta ao normal. Na cirurgia da obesidade também esta queixa é comum. Pacientes depois que emagrecem, conseguem mais falar de si, e também apresentam maior facilidade em aderir às dietas prescritas por nutricionistas, alguns passam a aderir às atividades físicas e até aquirem uma vontade incontrolável, que pod...

A síndrome do Bussunda

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Lendo o livro “Bussunda: a vida do casseta”, do jornalista Guilherme Fiuza, me deparei com a dificuldade em lidar com as nossas fraquezas, apesar do imenso do poder de criação, carisma ou intelectualidade que o ser humano possa ter. Bussunda tentou do jeito que pode aliviar os seus problemas de saúde e seguir as recomendações do seu médico, porém sem nenhum resultado efetivo. Ele deveria ter uma grande dificuldade em lidar com limites que o seu corpo impunha, não tendo se dado conta, por exemplo, do risco que era ser um jogador de futebol dos finais de semana. Talvez ele pudesse ter se livrado da gordura ao comer, como um alcoólatra faz quando pára de beber. Numa passagem tensa do livro demonstra-se uma reação áspera de Bussunda em direção a um colega de trabalho, sobre a tentativa dele não mais ingerir gordura (Alemanha, copa do mundo de 2006): ele esfregou um copo de choop gelado no nariz do colega que tinha parado de beber. Bussunda tornou-se portador da síndrome metabólica, onde oc...

DIABESIDADE

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O diabetes vem assumindo uma proporção epidêmica na população adulta. Em parte isto ocorre por vivermos mais tempo e por esta se tratar de uma doença degenerativa. O seu risco de aparecimento aumenta com o avançar da idade e também em conseqüência da obesidade que se transformou numa epidemia mundial. A relação entre o diabetes do tipo 2 e a obesidade hoje é tão estreita que criou-se um termo que bem os define: Diabesidade. Os dois tipos mais importantes de diabetes são o tipo 1 e o tipo 2, sendo o tipo 2 responsável por aproximadamente 80% dos casos da doença, principalmente nos adultos. Com o aumento da obesidade infantil as crianças passaram a ter também o diabetes tipo 2 e não mais somente o diabetes tipo 1, como se observava antigamente. As pessoas que apresentam maior risco de se tornarem diabéticas são as adultas, com obesidade associada ao sedentarismo, especialmente nos casos de obesidade abdominal ou visceral (ou “obesidade em maçã”). As mulheres nas quais tiveram em seus par...

É mais difícil ancorar um navio no espaço

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Tive uma redação considerada nota dez, pelo menos na idéia, não sei se na gramática, que uma professora do anglo Tamandaré, São Paulo (1987) me presenteou ao ler entusiasmada o seu conteúdo. Talvez aí já se resolvesse a minha inclinação à medicina, incluindo a medicina psicossomática. Falei de alguma coisa impalpável, existente, mas que não podemos tocá-la, só podemos sentí-la, mesmo não podendo comprová-la. Desde aquela época, sem conhecer nada sobre o Dr. Sigmund Freud, neurologista austríaco e pai da psicologia, e fundador de temas sobre o inconsciente, eu já estivesse falando exatamente sobre o assunto, pensando nele como um lugar onde armazenamos tudo, mas não sabemos onde fica guardado, não tendo um espaço físico determinado no cérebro. Sendo assim, fica assim mais difícil ancorar um navio no espaço. Este foi o tema desta minha redação. Em momentos tenebrosos ou de grandes exigências emocionais, onde nossos sentimentos podem ser por demais cobrados, sobrecarregados ou abusados pe...
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No caminho de obeso a magro Apesar de saudável o processo do emagrecimento pode ser extremamente estressante. Sobre este aspecto sabemos que os vários fatores causais da obesidade como os emocionais, comportamentais, metabólicos e hormonais, além de serem passíveis de melhora, podem ser o pivô do processo do estresse durante o tratamento. Síndromes ansiosas estão relacionadas às compulsões alimentares, onde alimentos ricos em carboidratos e gorduras são ingeridos em grande quantidade num curto intervalo de tempo. Tudo isto para compensar sentimentos emocionais desconfortáveis, além de outras repercussões crônicas endócrino-metabólicas. Quando se trata a ansiedade vai ocorrer uma melhora geral do organismo, pois hormônios hiperglicemiantes como o cortisol podem se estabilizar (não permitindo grandes aumentos nas taxas de açúcar no sangue), deixando também de concentrar excesso de gordura no abdome. O metabolismo tende a melhorar ainda mais através de medidas comportamentais, como exercí...

Entrevista sobre Tireoide